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CONHECENDO ESSE TAL MUNDO DOS GAMES! A história de um menino que não sabia quem era o Mário!

Olá, antes de qualquer coisa deixe eu me apresentar! Meu nome é Renato - mais conhecido como Natinho - e tenho apenas oito anos. Nunca joguei video-game na minha vida, mamãe diz que é coisa do demônio, e como não sou independente ainda - acho que só serei ano que vem - não posso comprar um pra mim.
Antes que vocês perguntem o que estou fazendo aqui, com uma coluna num site de 'games', sem nunca ter jogado, eu respondo: - Sei lá!
O pessoal desse site é tudo doido, li uns "revius" por ai e o pessoal tenta falar difícil, colocam um monte de palavras estranhas nas frases. É tal de jogabilidade pra um lado, "replei" pra outro, que eu não entendo nada do que eles falam. Coitados, devem ser mais novos do que eu e devem estar querendo se auto-afirmar inventando palavras difíceis.
Ah... Mas depois que o André - meu primo que é "mó" legal - me chamou pra ficar no seu lugar aqui no site eu prometi ir às casas dos meus amigos que têm video-game pra poder jogar e contar algo pra vocês. Prometo ir a cada duas semanas!
Como tinha que escrever algo pra vocês essa semana, fui à casa do Tonico jogar DS! Ele tem um pretinho e a irmã dele ‘um’ rosa. Já não gostei do meu primeiro contato com video-game... Fiquei com ‘o’ rosa!
A parte boa da história foi que tive que ficar no quarto da irmã dele, a Fê. Ela tem 16 anos e, digamos, é bem da hora. Ela estava ouvindo uma música de um grupo nacional chamado "Loser Manos" - nome estranho pra uma banda, deve ser melódico -, mas acabei não ouvindo muito o som, pois coloquei o fone de ouvido!
O Tonico perguntou se eu conhecia o Mario Bros... Eu que não sou bobo nem nada de responder "Que Mario?" falei que conhecia e não queria jogar. Depois ele explicou que Mario era um encanador bigodudo que usa suspensório, adora pegar uma florzinha pra poder queimar as coisas e quando encontra uma estrelinha "fica doidona". Ainda bem que não joguei! Esse tal Mario parece integrante do "Village People", a irmã dele iria achar estranho eu ficar jogando isso com um DS rosinha.
Falei pra ele colocar qualquer jogo menos esse do Seu Mario.
Ele me explicou como mexia no DS e que ele tinha sensor de voz e tudo mais. Colocou então Bomberman - ai se minha mãe souber que joguei um jogo que deve ter sido feito por algum amigo do Bin Laden, onde você é um terrorista usando máscara que tem que explodir todo mundo. Aliás, se você acha estranho as flechas do Legolas nunca acabarem no Senhor dos Anéis, você precisa ver a fábrica de bombas que é a bolsa desse tiozinho. Aliás, que bolsa que nada, esse cara é o maior construtor de bombas da história! Deve ter sido terrorista do mês na facção que trabalha, tendo sua foto no quadrinho e tudo mais.
Apesar desse contexto de Al Qaeda no jogo, ele é bem legal. Jogamos uns quarenta minutos sem parar e então ele sugeriu mudar um pouco o jogo. Ele habilitou a opção de explodir a bomba por comando de voz e foi ai que começou a ficar tudo ridículo.
Imagine eu jogando DS rosa, ao som de "Loser Manos", apoiado num monte de pelúcias da Fê e gritando "Bummm" todo empolgado quando queria explodir a bomba. E gritava muito alto, pois estava com o fone de ouvido ainda. Ridículo! E foi o que as amigas da Fê acharam quando chegaram ao quarto e viram a cena.
Ai! Que mico! Só vi as menininhas rindo e olhando pra mim. Porque diabos aceitei fazer essa coluna de video-game. Isso é coisa do demônio mesmo!
Ah... Mas por incrível que pareça as amigas da Fê tiraram seus DS das suas bolsas e perguntaram se podia jogar com a gente! Fiquei revezando com a Fé no seu DS rosinha.
No final das contas foi ótimo meu primeiro contato com esse mundo dos games. Jogar junto com a Fê e suas amigas, no DS rosa. Mas confesso que comecei a "gritar" mais baixo pra explodir as bombas.
O Tonico disse que o legal do DS é sua jogabilidade (lá vem as palavras estranhas de novo) e todo seu modo de interagir (afff) com o video-game; que eu precisaria jogar um tal de "Uii" para ver como é divertido também.
Parecia que ele estava possuído quando falou "Uii", pois depois que terminou a frase olhou pra mim com um olhar demoníaco e falou "Uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii". Deve ser culpa dessa tal de "jogabilidade".
Acho que no fundo minha mãe tem um pouco de razão. Se video-game não é coisa do capeta, ele deve jogar muito pelo menos!
Até +
"Renato, ou Natinho, é um menininho de 8 anos que tenta relatar suas primeiras experiências com video-game. É um personagem criado por André Luis Suaide. Apesar de ter 8 anos, ele sabe escrever direitinho ;)"
 Enviado por: kby
em 27/03/2008 às 17:20hs
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