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QUANTIDADE OU QUALIDADE? 1ª Parte - Sonic The Hedgehog
Todos sabemos que apesar de muitas vezes parecer que é apenas para agradar os fãs, tudo que as empresas de games fazem é em função de lucro, mas até que ponto é valido e vantajoso o detrimento da qualidade em função do dinheiro? Um dos principais causadores do detrimento da qualidade é a necessidade de se produzir vários jogos para uma série, e manter uma baixa (ou média) vendagem, aqueles jogos que o pessoal conhece como "caça-níqueis".Mas realmente é vantajoso vender pouco de vários jogos ou seria melhor vender muito de poucos jogos?
Bom, mas a função dessa matéria não é analisar os lucros de uma empresa, e sim a satisfação dos gamers (meu interesse). Talvez essa matéria seja até mais com propósito de desabafo do que com funções informativas. Falo isso porque alguns dos meus principais "heróis" dos games estão sendo muito mal explorados, mas nessa matéria irei me concentrar apenas no Sonic.
Quem nunca jogou Sonic que atire a primeira pedra. Todos se lembram do bom e velho ouriço azul (atualmente mais velho do que bom). Esse personagem nasceu no Mega Drive (apesar de ter saído jogos para Master System) e foi o mascote que impulsionou as vendas do console da SEGA. Carismático, divertido, simples, com músicas marcantes. Era um dos dois maiores personagens da época (junto com o baixinho de bigode, macacão e chapéu vermelho) e uma das franquias mais importantes dos games. Mas o que aconteceu no caminho? Houve um detrimento da qualidade em função da quantidade, principalmente na época do Mega Drive.
Já que pintou a comparação dos personagens, vou comparar a cronologia, a partir do nascimento do Sonic. O grande rival da sega nessa época 16-bits era o Super Nintendo, e o principal jogo (personagem) da Nintendo era o Mario (que inclusive foi o principal motivo da criação do Sonic, competir diretamente com os jogos do Mário), só que a SEGA não tinha um gênio, chamado Shigeru Miyamoto, ao seu lado. Shigeru nunca deu ponto sem nó, sempre buscou a perfeição em cada minimo detalhe do seu jogo e sempre buscou impressionar e inovar com os seus jogos (Deixamos Super Mario Sunshine para outra matéria). Enquanto o Sonic lançava três (quatro) jogos praticamente idênticos para Mega Drive (Sonic, Sonic 2, Sonic 3 e Sonic & Knucles), talvez com pequenas diferenças e novidades como novos personagens, um parceiro e novos "shields", o Mario havia lançado apenas um jogo para Super Nintendo (Super Mario World). Tudo bem que haviam spin-offs nas duas partes, mas aí é que a SEGA se perdeu.

A Nintendo preservava o seu principal jogo e mascote, mantendo o mistério e a expectativa lançando apenas um jogo da sua linha principal, e ao mesmo tempo não deixando Mário sair dos holofotes com os jogos secundários, mantendo a qualidade inclusive nesses jogos com a supervisão de Shigeru. Quem duvida ou nega a qualidade de Mario Kart, Super Mario RPG, Yoshi's Island e outros? Todos esses jogos mantinham um clima muito propício para o que viria a ser próximo jogo "oficial" (Super Mario 64).
A SEGA, por sua vez, preferiu insistir na fórmula que havia dado certo, e lançar três jogos da sua série principal em um mesmo video game (sem contar o Sonic & Knucles), desgastando a sua imagem. Além disso os seus spin-offs eram interessantes, mas não tinham a mesma qualidade dos jogos da concorrência. Jogos como Sonic Spinball e Sonic 3D Blast (que não considero um jogo da linha principal, mesmo sendo de Mega Drive/Saturn) eram bons, mas adicionavam pouco nas experiências anteriores e não tinham o mesmo "charme", acabamento e impacto que os "Marios".

Mas mesmo assim, apesar do desgaste e da superutilização do mascote, a qualidade de um jogo chamado Sonic Adventure (e o fato do Dreamcast ter sido o primeiro console bom da época do 128-bits) fez renascer o carismático Sonic. Era o retorno que os fãs esperavam, um jogo perfeito, até nos minimos detalhes. Um jogo simples e divertido como os jogos da Nintendo, que lembravam os bons tempos do ouriço. E depois o Sonic Adventure 2. Opa, pera aí, esse jogo é muito bom, tudo bem, mas a SEGA estava cometendo o mesmo erro dos tempos de Mega Drive. O jogo era o mesmo Sonic Adventure com poucas mudanças, e de novo um jogo seguido do outro, sem ser gerado muita expectativa.
E então é dado o tiro de misericórdia. A SEGA quebra, e deixa de ser uma fornecedora de video games, para fornecer só jogos com a sobrevivência de Sonic Team. A partir daí os fãs só se decepcionaram. Sonic Heroes, Sonic The Hedgehog, Sonic Rivals, Sonic Riders... Tiveram alguns que se salvaram como o contestável Sonic and The Secret Rings e o mediano Sonic Rush (vou ser lixado depois de chama-lo de mediano), mas nenhum com a mesma diversão do saudoso primeiro Sonic ou com o capricho de Sonic Adventure.
Fica aí o desabafo de um fã, que espera que as coisas se acertem, e que a SEGA faça de Sonic Unleashed um novo renascimento pro nosso querido Sonic. E sabemos que basta muito esforço, não se apressar para lançar e capricho até nos minimos detalhes.
Vai ser bom ou mais uma aberração?
No próximo "Quantidade ou qualidade" veremos o caso de Megaman.
 Enviado por: mtBonelli
em 31/03/2008 às 14:35hs
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