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ELITISMO NATALINO? O video-game e o Natal
Video-game não é um brinquedo normal. Tem todo um folclore ao redor dele, que impede a popularização.

Bom, voltando no tempo, eu lembro que video-game era um belíssimo prêmio pra quem tirava boas notas durante o ano e era um garoto(a) comportado(a). Nunca foi um brinquedo barato, mas proporcionava diversão ilimitada.
E as crianças pobres? Estive pensando sobre isso... Video-games antigos são bem mais baratos, e podem proporcionar muita diversão. Eu mesmo ainda gosto de jogar SNES e Master System!
Algumas empresas ainda fabricam versões de consoles antigos, e há um certo nicho que os compra "novos". Só que, olhando as doações natalinas, pouco se vê video-games... Porque?
Pesquisei a respeito, e a conclusão a que cheguei é curiosa: Por necessitar de eletricidade, muitas familias pobres que ganham o aparelho, deixam de usa-lo pra economizar. Afinal, gastar energia elétrica com um brinquedo é totalmente supérfluo. E ainda ha o velho folclore de que video-game estraga a TV! As pessoas que doam brinquedos, sabendo disso, preferem dar bolas, bonecas, carrinhos de plastico que nao utilizam pilhas.
As famílias "não tão pobres", que ja compraram seu dvd-player, seu aparelho de som e outras mordomias, antes só alcançaveis pela classe média, ainda não aderiram ao brinquedo. Talvez pelos mesmos motivos, talvez por desconhecer que há muita diversão mesmo em tecnologias mais antigas...
Mas qual é o mal em não se ter video-games?
Nenhum... absolutamente nenhum. Porém muito se fala em inclusão digital. Como fazer um adulto aprender a usar uma máquina pra coisas sérias, se não teve acesso a ela na forma de brinquedo? É sempre muito mais dificil ensinar um adulto a empilhar tijolos, se ele nunca teve acesso aos tijolinhos de brinquedo de madeira.
Eu sinto que a lacuna maior que inviabiliza a inclusão digital é cultural. Papai Noel, no que se refere a video-game, acaba sendo o mesmo dos Garotos Podres: um velho batuta.
 Enviado por: Stormbringer
em 19/12/2008 às 15:43hs
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